O pronto atendimento do Hospital Municipal Senhora Sant’Ana de Brasília de Minas tem sido motivo de grandes reclamações da população. Segundo os pacientes, está existindo uma demora enorme para que algumas pessoas sejam atendidas pelo médico de plantão.
Recentemente o hospital implantou um programa de triagem em que o atendimento acontece de acordo com a classificação de risco. Os pacientes são classificados por cor. Após a triagem a pessoa que recebe a cor vermelha deve ser atendida imediatamente, para a cor laranja são 10 minutos, para a amarela 60 minutos, cor verde 120 minutos e cor azul 240 minutos.
Mas a grande reclamação é que o sistema não funciona corretamente. Pacientes que deveriam ser atendidos em poucos minutos, de acordo com a triagem, passam horas e horas a espera de uma consulta. O técnico de rádio Paulo Roberto classifica a situação como um tapa na cara da sociedade, ele disse que foi vítima de um programa mal implantado no hospital.
“Eu fui encaminhado por uma médica para o pronto socorro, eram dez horas da manhã e eles colocaram em mim uma pulseira amarela que indicava atendimento em 60 minutos e eu fiquei até às cinco horas da tarde e quando eu entrei o médico nem uma receita me passou, me falou que eu tomasse relaxante muscular, então eu creio que isso está acontecendo com outras pessoas, pois as reclamações de mau atendimento são muitas, nesse dia todos que estavam ali, estavam reclamando. Isso devia ser olhado pelo executivo ou pelo legislativo pra ver o que pode ser feito pelo povo, pois isso é um tapa na cara da sociedade”, Diz.
Paulo Roberto disse ainda que a triagem é mal feita, pois da forma que ocorre, é praticamente o paciente que indica a sua classificação: “Eles nem colocaram um aparelho em mim, a enfermeira fez algumas perguntas e depois me perguntou quanto eu daria de um a dez ao meu caso, então ela mesma não está entendendo o caso da gente em nada, o paciente fala um número e acaba se classificando sem saber qual a sua gravidade”, Reclama.
Dalva Maria de Jesus disse que chegou ao pronto socorro sentindo dores de cabeça e uma forte dor no peito, mas foi classificada como caso não urgente. Ela