Nesta terça-feira, 27 de janeiro aconteceu uma reunião na sede do sindicato dos trabalhadores municipais para discutir o impasse entre os servidores e a prefeitura, gerado devido ao atraso do salário do mês de dezembro.
Vários funcionários públicos estiveram presentes e debateram as propostas, tanto da direção do sindicato, representada pelo presidente Marcus Vinícius e pela advogada Roberta Campos Correa, quanto as propostas do prefeito, representado na reunião pelo chefe de gabinete Antônio Ademar.
De acordo com a direção do sindicato aproximadamente 200 funcionários ainda não receberam os seus vencimentos do mês de dezembro, por isso estão procurando uma forma de negociar e resolver a situação sem que haja prejuízos para o servidor.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, o município ainda não pagou os funcionários da epidemiologia, agentes comunitários de saúde, funcionários do hospital e do CEO - Centro de Especialidades Odontológicas, o que corresponde a um valor aproximado de 250,000,00. Segundo Ademar, o prefeito não tem responsabilidade legal com esse pagamento, pois vem de outra administração, mas por entender a necessidade dos funcionários, ele está disposto a pagar a dívida, desde que seja feito um parcelamento.
"Esse atraso aconteceu pela falta de recursos. Para a gente pagar é preciso ter saldo em caixa, hoje a lei não permite que seja retirado dinheiro de um lugar para colocar em outro e em dezembro o governo federal não repassou os recursos para esses setores. A proposta do prefeito é parcelar a dívida em 15 vezes, isso a gente pode fechar agora". Disse Ademar.
A proposta do sindicato era parcelar esse valor em 12 vezes, mas nem uma proposta nem outra foi bem aceita pelos trabalhadores. Inicialmente eles queriam que o parcelamento fosse em três vezes, mas aceitavam fechar o acordo em seis meses. O impasse continua e os servidores estão decepcionados com toda essa situação.
"Eu acho isso um desrespeito com o trabalhador, porque exatamente as pessoas que ganham menos, que mais dependem do salário estão sem receber. Tem gente devendo bancos, tarifas do cheque especial, supermercados e precisando mesmo desse dinheiro para honrar seus compromissos". Disse Eutálio Mendes, funcionário do hospital.
A dentista Dra. Vanessa que também é funcionária municipal disse que é preciso mais diálogo entre a administração e os servidores: "Parece que está faltando abertura para o diálogo, o prefeito deveria vir aqui e conversar com a gente. Nós não aceitamos esse parcelamento em 15 vezes, tem funcionário que dobrou a