Servidores da Justiça Mineira param as atividades para reivindicar diretos trabalhistas
No dia 21 de outubro muitos profissionais da justiça mineira ficaram de braços cruzados em protesto às condições de trabalho e a uma resolução do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, que aumentou a jornada de serviço de seis para oito horas, sem reajustar os salários.
O Judiciário Mineiro está lutando por diversos aspectos que possam garantir aos profissionais mais conforto dentro das suas funções, e assim proporcionar à sociedade um atendimento com mais qualidade.
Os servidores estão reivindicando junto ao CNJ, a manutenção da jornada de trabalho atual, que garante 12 horas de atendimento à população e de trabalho produtivo; condições mais dignas de trabalho; combate aos fatores que provocam elevados índices de adoecimento dos servidores; igualdade de deveres, direitos e salários aos servidores judiciários, nos moldes da magistratura nacional; reposição das perdas salariais acumuladas em 26%; política salarial permanente, reembolso dos gastos com cumprimento das ordens judiciais; mudanças no plano de carreira, que efetivamente garantam a valorização dos servidores; além da regularização da situação das chefias que trabalham oito horas e recebem por seis.
Em Brasília de Minas apenas os serviços básicos foram prestados durante o dia 21, mas os profissionais disseram que é possível haver uma parada de todos os serviços prestados pelo judiciário se o CNJ não se posicionar de forma favorável à classe.
Segundo o escrivão da 2ª Vara da comarca de Brasília de Minas, Leonardo Botelho Escobar, a parada do dia 21 de outubro foi só um alerta, pois os servidores estão determinados a lutar até conseguir essas reivindicações. De acordo com ele, é possível haver uma greve no Judiciário de Minas Gerais. Isso só não irá acontecer se os profissionais forem atendidos pelo poder de justiça do estado.
Leonardo Escobar lembrou que uma greve no Judiciário traria um prejuízo enorme para a sociedade: "com uma greve nós não teríamos as audiências, o que provocaria muito transtorno para a população, não teríamos uma normalidade nos andamentos processuais; e enfim seria um prejuízo enorme, não só para a população brasilminense, mas para a mineira e talvez para a nacional". Afirma o escrivão.
"Uma greve traria um prejuízo enorme, não só para a população brasilminense, mas para a, mineira e talvez para a nacional".
Leonardo Escobar
Parada do dia 21 foi só um alerta ao Poder Judiciário Mineiro.
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