Edite de Jesus
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No mesmo tempo em que a igreja católica inicia seu período de reflexão sobre a quaresma, ou seja, quarenta dias em que Jesus passou em jejum e oração antes de ser crucificado, morto e ressuscitado para dar a vida a todos os homens e ao homem em sua totalidade. Convida a igreja a se penitenciar e todos os cristãos, através da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs) a meditarem sobre um tema de relevância social.
Este ano o foco dessa reflexão é a segurança pública. Não é novidade   que   vivemos  reféns  em nossas casas e a crescente violência têm aprisionado até mesmo as populações de cidades menos desenvolvidas.

As vítimas somos todos nós: jovens, crianças e idosos, especialmente os desprovidos de meios de defesa
SEGURANÇA PÚBLICA

física ou de estruturas de proteção.
       
A perda dos referencias de família, e princípios fundamentais de valores morais e éticos, levam a incorporação de valores que distanciam o respeito das relações sociais promovendo a segregação de princípios essenciais para convivência humana.

Dentre outros fatores: as drogas, o egoísmo e principalmente a intolerância primordialmente contribuem para crescente onda de violência.
       
O objetivo da campanha, entretanto, não é simplesmente nos informar sobre as diversas formas em que a violência se manifesta, mas nos convida a voltarmos o olhar para esse problema e não sermos indiferentes. Cada  pessoa   é   responsável   por minimizar as situações de injustiça que geram violência. Todos somos convidados a humanizar o espaço em que convivemos e fazer com que cada indivíduo se sinta pessoa e gente.
       
Especialmente em nosso país as estruturas desiguais geram violência que são manifestadas sobre outras formas de violência ou através de situações marginalizantes que saltam aos nossos olhos.
       
Para celebrarmos uma verdadeira Páscoa é preciso batermos no peito com a certeza de que fizemos algo para que a partilha aconteça. E não somente uma partilha do material, mas sabermos afinal, que contribuímos para que alguém numa situação, antes de morte, através de nossas ações, com cristo ressuscitará.
       
Esse novo jeito de semear a paz pode começar com pequenas ações: de escuta ao outro,  de  rompermos os muros do nosso individualismo e permitirmos que o outro encontre em nós a segurança que precisa para prosseguir acreditando que o homem pode ser humano.
       
Desejo que todos os dias seja páscoa e que a vida possa ser plenamente celebrada com vitórias sobre a morte.