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02/11/2008
Fernando Almeida
Repórter
Nos últimos dias o povo brasileiro está ligado na instabilidade que afeta a economia mundial. A crise que começou nos Estados Unidos ainda não atingiu totalmente o nosso país, mas tem sido motivo de grande preocupação da equipe econômica do governo brasileiro.

E quando se fala em crise um dos maiores temores de quem mora em uma das regiões mais castigadas do país: o Norte de Minas é a possibilidade de vir a faltar alimentos à mesa. O Jornal Acontece foi investigar se a crise afeta de alguma forma esse setor em Brasília de Minas.

Segundo o empresário José Vicente Gonçalves Barbosa,   dono  de  um  super-

Crise Mundial: Brasilminense tem motivos para se preocupar?
mercado da cidade, a crise mundial ainda não tem grande reflexo aqui em nossa cidade. "A crise quase não afeta nós aqui, apesar de algumas empresas não estarem querendo fornecer alguns produtos, como é o caso de quem nos atende hoje com o óleo de soja que está retendo o produto esperando o dólar subir, essa crise é uma coisa quase insignificante na nossa região". Disse.

Mas o empresário alerta que quem puder prevenir fará um bom negócio. "Se a população tiver condição de comprar, pagar e guardar os alimentos será uma boa coisa, pois até janeiro se a crise permanecer lá em cima, ela vem até nós". Lembra.

José Vicente disse também que o que está acontecendo é uma mudança de hábito da população que está prejudicando mais o comércio. "O brasileiro está se acostumando a comprar tudo a prazo, em diversas prestações, se endividando em diversos bancos e isso é que está causando uma crise, o que é preciso fazer mesmo é cortar gastos, não se endividar". Alerta o empresário.


Para a aposentada Maria Ramos da Silva, não é a crise, que surgiu há alguns dias, que está castigando a população e sim a alta dos preços dos alimentos que vem ocorrendo desde o final do ano passado. "Os alimentos que estão dificultando a vida da gente, agora eu compro tudo pela metade. A gente precisa economizar em tudo, escolher os produtos mais baratos e substituir alguns, a carne mesmo não dá pra comer todos os dias, a gente faz um molho de verduras, utiliza o ovo, tudo para economizar". Disse a aposentada.

Mesmo que tudo esteja dentro da normalidade em algumas regiões do país, especialistas afirmam que é necessário que as pessoas fiquem atentas aos seguintes detalhes para não entrarem de vez em uma crise:   

*Crédito: além da parcela mensal, taxa de juros, prazo, valor final e outros encargos devem ser levados em consideração na hora da adesão.

*Dívidas: evitá-las é a primeira dica. Se não for possível, tente quitá-las assim que der. Hoje, evite fazer dívidas de longo prazo e, caso tenha algum débito com taxas pós-fixadas (como cartão de crédito ou cheque especial), aproveite para quitá-lo.

*Compras por impulso: mesmo que todas as variáveis anteriores estejam de acordo com o seu orçamento, vale a questão: eu realmente preciso disso agora ou posso esperar e comprar à vista, com desconto, daqui a um tempo?

*Investimentos: quem investe em ações deve estar ciente dos riscos do mercado de renda variável. Além disso, é importante lembrar que este é um investimento de longo prazo e que, portanto, oscilações no meio do caminho podem acontecer.

“Cortar gastos e não se endividar é a saida”.
  José Vicente - Empresário
“Os alimentos que estão dificultando a vida da gente”.              
Dona Maria - Aposentada
O arroz e o feijão são alguns dos produtos que têm    
  aumentado os preços da cesta básica.
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